Inteligência Artificial como Terapia
Uso de inteligência artificial como terapia preocupa especialistas
A reportagem exibida no último domingo pelo programa Fantástico trouxe um dado alarmante: cada vez mais pessoas estão recorrendo à inteligência artificial para realizar “terapia”. Aplicativos e plataformas oferecem atendimentos que imitam conversas com psicólogos, mas a prática não tem validade clínica nem reconhecimento profissional.
Segundo uma pesquisa americana citada pela matéria, entre as pessoas que usam IA e afirmam ter algum problema de saúde mental, metade utiliza robôs como apoio emocional – para desabafar, pedir conselhos ou compartilhar sentimentos.
Para a psicanalista e presidente do Sinpesp – Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo, Araceli Albino, essa tendência é motivo de preocupação:
“A inteligência artificial não foi programada para oferecer tratamento em saúde mental. Ela não tem formação, não faz diagnóstico, não reconhece singularidades e não consegue lidar com crises graves. As respostas são genéricas e, por isso, não substituem de forma alguma a escuta clínica e a responsabilidade de um profissional qualificado”, explica.
Com mais de 40 anos de experiência clínica, Araceli reforça que a saúde mental exige ética, conhecimento técnico e, sobretudo, vínculo humano. “A IA pode ser uma ferramenta interessante em muitos setores, mas não tem validade nem reconhecimento quando usada como terapia. Em saúde mental, a presença do profissional é insubstituível”, conclui.


Comentários
Postar um comentário
Seja bem vindo(a), sua presença nos deixa muito feliz!
Bjos,
Volte Sempre!